Baixa Tolerância

Me aborreço com a falta de tolerância de algumas pessoas, pessoas preconceituosas e de mau-caráter.

Tenho muito medo do que vai acontecer daqui pra frente com a minha vida, com as minhas relações profissionais e sociais. A vida adulta nos leva a lugares que não temos como descrever, fora de lugares comuns, fora de uma zona de conforto por muito tempo sustentada, seja ela baseada na ilusão ou no simples conforto maternal.

Essa zona de conforto é o que nos rege desde cedo, começamos no ventre de uma mulher, onde tudo é totalmente perfeito, um mundo sem ilusões, sem alegrias ou tristezas, sem vontades, o estágio da acefalia humana é o mais bonito. Depois desenvolvemos muitas partes, cérebro, veias, artérias, nervos, tudo que temos desde o período mais avançado da gestação são sibilantes lembranças inerentes a nossa zona mais abrangente e menos privilegiada, o nosso subconsciente. Ainda assim temos tudo, temos “comida”, estamos num lugar seguro de tantos erros e maldades, ainda não sabemos o que somos ou como devemos agir. Não nos controlamos, somos inofensivos.

Na mais tenra idade somosprotegidos pela família, ou por parte dela. Somos afagados, cuidados, medidos, queridos (ou rejeitados), me pergunto se essas condições realmente vão revelar ou desvelar um comportamento posterior. A tábula rasa esta a cada dia provando que é uma ignorância.

As provações da vida nos endurecem? Não deveriam.

A abertura para novas ações e reações deveriam nos compor em seres mais humildes, mais prudentes. Somos lançados quase de supetão em um mundo cheio de ódio, inveja, ira e tudo isso pra quê? No final vamos todos acabar da mesma forma, todos estaremos deitados
pedindo perdão a alguém ou a algo (falando ou não). Porque não exercitar essa verdade durante a vida toda?

Afinal, o que somos nós sem essa zona de conforto? A tendência é realmente nos tornarmos duros, frios e sem reações?

Acho que não, e esse é o ponto do lugar fora do comum. Mantemos ainda aquele velho hábito de criança, de birras, nojos, ascos que nos acompanham, e isso não quer dizer que a infância define nossos atos, mas que simplesmente é difícil desapegar dessas coisas.

Quer ser um adulto saudável? Deixe de lado tudo isso…não tenha medo de dizer “eu errei”, “tenho medo” ou simplesmente “não gosto disso/daquilo”.

Não é vergonha para ninguém admitir seus erros e preconceitos, e isso só ameniza a sua situação social, seu status e sua convivência com as pessoas. Abrir suas limitações é o primeiro passo para ampliá-las, claro que isso vai além, ainda exige o desapego e um dos sentidos
menos usados, o da audição.

Será possível que a zona de conforto nos torne surdos? Somos incapazes de ouvir e assimilar teorias diferentes das nossas? Quais as certezas do mundo? Esse é o ponto mais frágil da existência, o fato de que não existem certezas. Todas as criações de vida são mera especulação, e você julga uma verdade baseada em quê?

Se você disser ética, deve pesquisar melhor sobre como surgiu, e talvez entender que ela não existe. Suas contradições no decorrer da história nos prova que a ética é mera especulação. Não se pode negar a moral, mas a moral é tão diferente em cada povo que não pode ser considerada verdade. Têm ainda os princípios do bom costume que foram consolidados na sociedade por uma religião pesarosa que acredita na ressurreição da carne. Como levar por verdade algo que acredita que seu corpo vai voltar à vida, ou que vai subir a um céu e ficar ao lado de um sempre bom deus (que também é invenção do homem)?

Somos assim tão dependentes de uma zona de conforto para nos manter estáveis e civilizados? Por favor, você que está aí lendo, me diga que não, que você também consegue se abrir a ponto de deixar de lado as amarguras da vida.

Não tenha medo…porque o medo nos transforma em animais…

Published in: on 21 de junho de 2011 at 22:09  Comentários desativados em Baixa Tolerância  
Tags: , , , , , , , , ,

Quem não foi Kurt Cobain?

por Juliano Ferrer dos Santos

Quem não teve ou, pelo menos, foi amigo de alguém que era integrante de uma banda de rock? Tudo começava com o violão. Os amigos se reuniam para tocar e, depois de um tempo, três ou quatro mais interessados formavam a banda. Agora já havia a guitarra, o baixo e a bateria. No princípio, a banda era “cover”, só tocava música de outras bandas. Algumas estacavam nesse estágio, outras ainda se aventuravam a compor e a tocar suas próprias músicas. Depois de alguns ensaios nas garagens, porões ou estúdios, a banda podia se apresentar em público, em um festival organizado por escolas ou qualquer espelunca da periferia da cidade. O que valia era tocar. (mais…)

Published in: on 25 de maio de 2011 at 23:28  Comments (1)  
Tags: , ,

A fim de esclarecimento – Cartilha do MEC

por William Noal

Primeiro, um trecho retirado da introdução ao capítulo:

Em primeiro lugar, não há um único jeito de falar e escrever. A língua portuguesa apresenta muitas variantes, ou seja, pode se manifestar de diferentes formas. Há variantes regionais, próprias de cada região do país. Elas são perceptíveis na pronúncia, no vocabulário (fala-se “pernilongo” no Sul e “muriçoca” no Nordeste, por exemplo) e na construção de frases.

Essas variantes também podem ser de origem social. As classes sociais menos escolarizadas usam uma variante da língua diferente da usada pelas classes sociais que têm mais escolarização. Por uma questão de prestígio — vale lembrar que a língua é um instrumento de poder —, essa segunda variante é chamada de variedade culta ou  norma culta, enquanto a primeira é denominada variedade popular ou norma popular.

(mais…)

Published in: on 25 de maio de 2011 at 00:00  Comments (11)  
Tags: , , , , , , , ,